Comissão de Obras recebe representantes da Sabesp em reunião ordinária

por Assessoria de Imprensa publicado 12/05/2022 15h55, última modificação 12/05/2022 15h58
Serviço de tapa-valas e tratamento de esgoto foram temas abordados

A Comissão de Obras e Serviços Públicos da Câmara de Guarulhos recebeu representantes da Sabesp e de duas empresas que prestam serviços para a companhia, durante sua reunião ordinária, na manhã desta quinta-feira (12). Romildo Santos (PSD) e Gilvan Passos (PSD) participaram dos debates. O principal tema discutido foi o trabalho de tapa-valas feito após obras da Sabesp nas ruas. Os vereadores afirmaram que recebem reclamações de munícipes sobre a demora em tapar os buracos e também na qualidade do asfalto.

Valdemir Freitas, gerente regional da Sabesp em Guarulhos, explicou que o prazo é de cinco dias para consertar o asfalto depois de uma obra feita. “Precisamos de cinco dias para que o solo se compacte de forma adequada, a gente coloque a capa asfáltica e ela resista. Se ela for feita imediatamente, como há umidade que a gente acabou de fazer o serviço, ou umidade tanto do vazamento de água quanto do vazamento de esgoto, esse asfalto pode ceder e a gente tem que voltar a fazer”, disse.

O gerente afirmou que quando há problemas nesse asfalto as empresas contratadas precisam refazer, uma vez que o trabalho tem garantia de cinco anos. “Então, não é o desejo, nem das empresas prestadoras nem da Sabesp, que a gente atenda fora do prazo e com baixa qualidade. É uma melhoria contínua onde o cliente participa ativamente, acessando nossa central de atendimento e informando se o serviço ficou ruim ou não foi feito. Assim, a gente consegue multar as empresas que realizaram aquele serviço e que a gente consiga refazer. Não pode deixar serviço mal feito ou serviço não realizado. Se a Sabesp fez a vala, para fazer a ligação de água ou para consertar um vazamento, ela tem a obrigação de refazer o serviço no prazo e na qualidade adequada”, ressaltou.

Freitas explicou que a falta de compactação e as condições do solo (como drenagem inadequada) são pontos que podem resultar em problemas no asfalto que foi reposto. “Os contratos que fazemos com as empresas requerem que os profissionais tenham certificação, com os treinamentos relacionados à questão da compactação do solo, de fazer uma ligação de água, de atender e relacionar-se com o cliente. Então, esse treinamento é exigido para que ele possa trabalhar nas vias. Nós fazemos o pós-serviço três vezes para verificar a qualidade e mapeamos aquelas equipes que requerem novos treinamentos”, disse ao falar sobre as soluções que a empresa busca para o problema.

Os parlamentares também questionaram a Sabesp em relação às trocas de hidrômetros. Os representantes da companhia explicaram que há uma data de validade dos instrumentos e eles precisam ser trocados, pois os mais antigos podem errar a mediação e, consequentemente, é cobrado menos do que realmente se gasta.

Outra questão discutida na reunião foi a quantidade de esgoto tratada em Guarulhos. “Em 2018, o tratamento de esgoto na cidade era algo em torno de 2% apenas do esgoto coletado. Hoje, a gente já chegou a 20% com as obras que fizemos. A expectativa é que, em 2024, a gente chegue no patamar de 70%. Como vamos fazer isso? Já temos contrato para três novas estações, temos recursos separados e recursos para as execuções das obras dos coletores. São mais de R$ 500 milhões que serão investidos até 2024. O que pode atrapalhar são as liberações para a execução dessas obras.”

O presidente da Comissão de Obras, Romildo Santos, falou sobre a reunião. “Eles foram cobrados fortemente aqui pela Comissão, é um pedido de todos os vereadores e todos os munícipes de Guarulhos. Vamos acompanhar junto com eles. Eu propus, junto com a Comissão, para fazermos uma reunião dessas empresas, da Sabesp, do Executivo e a Câmara Municipal para criarmos um projeto para acelerar a ligação de esgoto de algumas casas, que não é Lei. Quando era o SAEE, ele poderia exigir fazer essa ligação de esgoto, já a Sabesp, por ser uma empresa de economia mista, não pode. A gente construir esse projeto, pelo Executivo, para não atrapalhar o crescimento de pavimentação e de esgoto”.

Romildo Santos ressaltou ainda que irá acompanhar os trabalhos. “Vamos ver se nos próximos dois, três meses, a gente já tenha um tapa-valas definitivo para essas valas que são abertas pela Sabesp”, completou o parlamentar.

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